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GESTãO ESTRATéGICA DE CUSTOS - 22/04/2009
MSC ADELINO DENK
Diante da competitividade atual e a necessidade de contínua redução de custos, é necessário aproximar cada vez mais a engenharia de produção e a área de custos para uma análise completa e detalhada da estrutura do produto e da estrutura de processos. Sem informações corretas e atualizadas constantemente, haverá um distanciamento entre o que ocorre efetivamente como custo na produção e o que foi orçado no cálculo. É necessária uma verificação cuidadosa à medida que os lotes são produzidos para revisão do cálculo de custo e conhecimento da efetiva margem de cada produto ou família de produtos. É muito comum a área comercial solicitar urgência no cálculo de custos para atender a demanda ou urgência dos clientes. Assim, o desenvolvimento do produto, muitas vezes, já é feito com muitas incertezas e o seu verdadeiro comportamento na produção. Se fizermos um protótipo ou desenvolvermos uma amostra, o grau de erro poderá ser menor do que fazer apenas a projeção das necessidades de materiais e os respectivos processos com os tempos estimados. Isto exige excelência na gerência de projetos ou da engenharia. Analisando com mais profundidade a questão da estrutura de produto ou engenharia de produto, percebemos dificuldades para estimar o mais próximo possível da realidade, as quebras, refugos ou perdas de materiais. Estas perdas são específicas em cada unidade produtiva e está diretamente ligada ao controle de produção e da qualidade, como também da capacidade de análise das pessoas que projetam as necessidades de materiais. De um lado, isto exige negociações com o cliente para adequar o produto as necessidades dos clientes e do outro lado análise dos recursos disponíveis (equipamentos e tecnologia) para atender os níveis de qualidade exigidos pelo cliente, utilizando apenas o necessário de matéria-prima com o mínimo de perdas. Questionar o que agrega valor e que não agrega valor deve ser levado em consideração para um projeto com custos menores (menor utilização de materiais e menores perdas). O segundo elemento que deve ser considerado e ainda mais complexo de ser avaliado e monitorado para fornecer informações precisas para o cálculo de custo com precisão, é a estrutura de processo ou engenharia de processos (também conhecido como seqüência de produção, itinerário, ficha técnica, etc). A definição das operações necessárias para a elaboração de um produto, considerando todas as suas peças, componentes e respectivos tempos de produção é um trabalho detalhado e sempre mais demorado do que o tempo disponível para fornecer todas as informações para o cálculo do custo industrial. Assim como, a liberação das informações para a formação do preço de venda ao cliente em tempo hábil. A área de processos, além de avaliar os recursos disponíveis (máquinas e pessoas) deve avaliar o sistema de produção empregado. A mão-de-obra pode ter mais ou menos especialização, implicando em tempos maiores e consequentemente no custo. O layout e a tecnologia disponível refletirão num processo de produção mais ou menos eficiente Os ganhos de produtividade devem ser acompanhados com informações reais para serem repassados na revisão dos custos e percepção dos ganhos. Produtividade é fazer mais com menos e cada vez mais com menos, pois o cliente (mercado) está a cada dia mais resistente a um aumento do preço de venda. A inflação já não é mais tolerada pela Sociedade e assim, exigindo das empresas a compensação dos aumentos custos como mão-de-obra e matéria-prima com aumento da eficiência interna. No próximo artigo, serão analisadas as dificuldades em medir as melhorias de processo.
Artigo publicado na Revista Moveis de Valor - ed. Agosto/08
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