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segunda-feira, 6 de setembro de 2010.
 
 

AMBIGüIDADES DO MíNIMO DE R$ 380,00 - 08/01/2007
ADELINO DENK

O que muda a partir de abril de 2007 quando começar a vigorar o novo salário mínimo? O efeito de aumento de 8,5% não deve fazer sentido apenas no bolso do trabalhador, segundo o professor de economia da Univille e empresário Adelino Denk. Quem recebe baseado no mínimo deve o aumento do poder aquisitivo com o novo valor de R$ 380,00, apesar de ainda não ser o ideal, avalia ele.
“Este reajuste representa um aumento real do salário mínimo, pois a inflação ficará abaixo de 5% em 2006, porém a população que recebe o mínimo ainda é insuficiente para satisfazer todas as necessidades básicas”, argumenta.
Toda a vez que surgem as discussões no congresso sobre o valor do novo salário mínimo dos brasileiros a reclamação de parte da sociedade é a mesma: com um salário desses as pessoas não conseguiriam honrar compromissos como aluguel, conta de água e luz, comida, transporte, remédios, entre outros.
Adelino explica que o fundamento desse raciocínio esta no fato de que algumas dessas contas como energia elétrica, combustíveis e até mesmo tarifas públicas são reajustadas acima da inflação, corroendo os ganhos que vem sendo conquistados no reajuste do mínimo.
“Os aumentos nos remédios e aluguéis, em alguns casos também ultrapassam estes índices. Outra questão crucial para sustentar este reajuste é o crescimento econômico acima de 3 a 4% que o Brasil precisará ter nos próximos anos” diz o professor.
Vergonha: outra análise faz o professor Adelino Denk é em relação ao reajuste do salário mínimo (8,5%) com a tentativa dos deputados federais em aumentar o próprio salário em 91%. “No apagar das luzes do ano legislativo se tenta uma manobra no mínimo desleal com o povo que os elegeu”, comenta.
Futuro: a previsão não é otimista. Com expectativa de crescer abaixo de 3%, o Brasil esta perdendo a oportunidade de caminhar junto com a economia mundial. Se isso continuar, segundo o professor, o país não poderá manter aumentos reais do salário mínimo nos próximos anos. “Sabemos que o Brasil já possui mais de 18 milhões de pessoas com idade acima de 60 anos e muitos dependem de aposentadoria de um salário mínimo e o déficit que o INSS vem acumulando para o pagamento destas aposentadorias esta ficando insustentável. Assim enquanto o governo financia o déficit das contas públicas, perde capacidade de investimento em infra-estrutura para garantir o crescimento do país para as próximas gerações”, avalia.

 
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