Burocratização 7A desburocratização é desafio diante do cenário turbulento, especialmente nas organizações interessadas na melhoria do desempenho e ampliação no atendimento qualificado. Continuamos assim, a análise dos mitos burocratizantes que atrapalham o processo da renovação necessária: 13) Entender que comissões de estudos ou reuniões são infalíveis para obter cooperação. Os burocratas gostam de providenciar comissões para estudar projetos, sendo na maioria das vezes, retardamento do processo e adiamento das decisões. O desafio é assumir responsabilidades e desenvolver soluções com objetividade, evitando a transferência para terceiros quanto as perdas de tempo para elaboração de extensos relatórios de sugestões. Reuniões são necessárias, porém a participação não é estimulada e muitas vezes, há monólogos para comunicar informações que podem ser repassadas no dia a dia. As decisões e ações definidas em reuniões devem ser monitoradas para a efetiva solução, evitando novas reuniões para repetir os mesmos assuntos não resolvidos. O processo exige objetividade e clareza no encaminhamento das questões, o que parece não ser o ponto forte do burocrata, divagando em ideias superficiais e exposições difusas, evitando o enfrentamento e esclarecimento. 14) Acreditar que a informatização ou tecnologia da informação simplifica e desburocratiza. A tecnologia agiliza os processos, porém se as informações forem incompletas, incoerentes, o resultado será muitos relatórios com baixa qualidade para a tomada de decisões. O computador é máquina “burra”, fornecendo informações conforme a entrada de dados. Se os mesmos não estão qualificados, teremos má qualidade nas informações. Na preocupação de agilizar, em determinados momentos a informatização, burocratiza ainda mais o processo, pela frieza, rotinas e na crença, sistemas fornecem informações corretas. Em outros momentos, enquanto o sistema não processar as informações, não há decisão, paralisando tudo. 15) A rotina traz segurança. Burocratas sempre imaginaram que a definição de rotinas e procedimentos com a elaboração de manuais, gera maior segurança. Pelo contrário, a rotina estimula e amplia a insegurança, pois as pessoas não agem fora dos procedimentos, sendo repetitivas. Não há desenvolvimento da capacidade de adaptação para contornar imprevistos e manter o fluxo das atividades. Assim, a mudança não ocorre, pois o burocrata só age dentro do previsto.

 

 

MSc Adelino Denk

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