Burocratização 6A desburocratização somente será projeto sério quando instituições e pessoas perceberem que a ética e a transparência são essenciais na gestão, diminuindo interesses pessoais e ampliando atendimento das necessidades coletivas de forma eficiente. Apresentamos mais crenças que se tornam mitos burocratizantes: 10) Instalações modernas e reformas significa renovar a organização. Construir modernas instalações ou promover reformas podem ser importantes, porém é necessário cuidar para não dar ênfase no aspecto físico “moderno” com a manutenção de “velhos” hábitos. A renovação nas organizações deve ser prioritariamente na mudança de comportamentos, desenvolvendo postura profissional com objetividade e simplificação. Assim, o crescimento do ser humano levando à maior maturidade é o maior desafio para a verdadeira renovação organizacional, pavimentando o caminho da confiança e da simplificação que viabiliza a desburocratização. 11) Administração por objetivos ou metas garante resultados. Definir metas nas organizações é importante para a manutenção do foco e gerar envolvimento, porém a definição não basta. A falta de acompanhamento e análise dos obstáculos acaba gerando mais frustrações do que resultados. É muito comum nas reuniões a cobrança por resultados e especialmente aumentando o grau de exigências quando as metas não estão sendo cumpridas. A fixação de metas por si só é insuficiente para mobilizar equipes na expectativa de que todos entenderam como atingi-las. A falta de informação compartilhada, análise franca das dificuldades e cooperação para chegar aos resultados leva os gestores a se preocuparem com as atividades, gerando procedimentos burocráticos. 12) A centralização das decisões garante a qualidade. Decisões podem ser tomadas com qualidade técnica, porém podem ser teóricas e sem aceitação das pessoas que a executarão. A aceitação exige o estímulo ao debate, a participação criativa e decisões em grupo. A ênfase na qualidade teórica das decisões pode levar aos métodos de imposição através de processos autocráticos, apelos a necessidade de confiança, por meio de ações paternalistas, persuasão por meio da “venda de ganhos pessoais” e por fim, estímulo à participação na discussão, porém não na decisão. Assim, o medo, o fingir cooperar para “ganhar tempo”, adiar a solução, arranjar desculpas ou “esquecer” o problema, acabam gerando novas burocracias, pois não houve suficiente adesão à decisão.

MSc Adelino Denk

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